Atualizado em junho de 2026 · Preços verificados
Guia completo · Minas Gerais · Patrimônio da Humanidade UNESCO · Vila Rica
Neste guia
Centro histórico Igrejas Museus Onde comer Onde ficar ❓ Perguntas frequentes

Ouro Preto, MG
Barroco, ouro e a Inconfidência Mineira

A mais bem preservada cidade colonial do Brasil — e uma das mais belas das Américas. Ladeiras de paralelepípedo, casarões do século XVIII, igrejas repletas de ouro com obras-primas de Aleijadinho e Mestre Ataíde, e a história da Inconfidência Mineira que mudou o país. Ouro Preto é um museu vivo a céu aberto.

🏛 Patrimônio UNESCO
⛪ Igrejas de Aleijadinho
🏺 Museu da Inconfidência
✈️ 100km de BH
📅 2–4 dias ideais
Melhor época — Ouro Preto funciona o ano inteiro, mas evite o verão chuvoso
🏆 Ideal — clima seco e agradável
Mai · Jun · Jul · Ago · Set
Seco · 15–22°C · Ruas secas · Festival de Inverno em julho
⚠️ Evite — chuvas e ladeiras escorregadias
Dez · Jan · Fev
Chuvas intensas · Ladeiras de pedra perigosas · Mais quente
🎭 Semana Santa — evento único
Março/Abril
Procissões históricas · Lotado · Reserve com 6+ meses
Recomendado para
🏛
Cultura e história
Igrejas · Museus · Inconfidência
📸
Fotografia
Ladeiras · Casarões · Igrejas barrocas
🍽
Gastronomia mineira
Feijão tropeiro · Frango com quiabo
Foto: MTur Destinos · Obra de domínio público
Ver:

Centro histórico — o museu a céu aberto

🏛 A Praça Tiradentes é o ponto zero de Ouro Preto — comece aqui

O coração da cidade colonial — a Praça Tiradentes reúne o Museu da Inconfidência (antigo Palácio Municipal), a Escola de Minas (com um museu de geologia excelente), lojas de pedra-sabão e artesanato, e a estátua de Tiradentes. A partir daqui todas as principais igrejas, museus e ladeiras ficam a menos de 15 minutos a pé. Use sapatos confortáveis com boa aderência — as pedras do calçamento são irregulares e ficam escorregadias na chuva. Não use salto.

Praça Tiradentes e arredores O coração de Ouro Preto
Centro histórico · Lojas de pedra-sabão · Feirinha de artesanato · Mirantes
Gratuito
O ponto de partida obrigatório — a praça é emoldurada pelo Museu da Inconfidência, a Escola de Minas e a vista das igrejas nas colinas ao redor. Ao redor da praça: lojas de pedra-sabão (artesanato típico de Ouro Preto — compre aqui, é mais barato que em BH), joalherias com pedras semipreciosas de Minas e cafeterias aconchegantes nos sobrados coloniais. Faça a caminhada pelas ruas do Amparo e Direita para a melhor experiência da arquitetura colonial.
Mina do Chico Rei — Tour subterrâneo Séc. XVIII · Centro histórico
Tour guiado 40 min · Galeria de 180m · Lendas da escravidão mineira
~R$ 30/adulto
Uma das minas de ouro mais acessíveis de Ouro Preto — fica no centro histórico e oferece tour guiado de 40 minutos pela galeria original do século XVIII. A história do Chico Rei (escravo que comprou sua liberdade e a de sua família escondendo ouro no cabelo) é narrada pelo guia. Ideal para quem quer entender o ciclo do ouro sem ir até a Mina da Passagem em Mariana. O ambiente subterrâneo é frescão — leve um agasalho.

Igrejas barrocas — obras de arte com entrada

⛪ Ouro Preto tem 13 igrejas históricas — as mais importantes cobram entrada

As igrejas de Ouro Preto não são apenas templos religiosos — são museus de arte barroca com obras de Aleijadinho (esculturas) e Mestre Ataíde (pinturas no teto). Ingressos variam entre R$10 e R$30. Horários são irregulares — algumas fecham à tarde ou às segundas. Nunca assuma que a igreja estará aberta sem confirmar. A mais importante artisticamente é a Igreja de São Francisco de Assis. A mais rica em ouro é a Basílica de Nossa Senhora do Pilar.

Igreja de São Francisco de Assis Obra-prima de Aleijadinho e Ataíde
Ter–Dom · Largo de Coimbra · Adro com feira de artesanato
~R$ 20/adulto
A joia mais preciosa de Ouro Preto — a fachada esculpida por Aleijadinho e o teto pintado por Mestre Ataíde são considerados o auge do barroco mineiro. Aleijadinho esculpiu o medalhão central e os detalhes da portada já com as ferramentas amarradas às mãos deformadas pela doença. O teto em perspectiva ilusória de Ataíde é uma pintura de Nossa Senhora dos Anjos que parece tridimensional de qualquer ângulo. Na frente fica a Feira do Largo de Coimbra, com artesanato local.
Basílica de Nossa Senhora do Pilar 400kg de ouro · O mais rico do Brasil
Praça Minas Gerais · Museu de arte sacra · Interior deslumbrante
~R$ 20/adulto
O interior mais rico do barroco brasileiro — mais de 400kg de ouro aplicados na talha dourada das paredes, teto e altares. É uma demonstração desconcertante da riqueza que o ciclo do ouro gerou no século XVIII. O museu de arte sacra anexo tem peças raras do período colonial. Fica na Praça Minas Gerais, no bairro Pilar — a 15 minutos a pé da Praça Tiradentes. O contraste entre o exterior sóbrio e o interior dourado é chocante.
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos Construída por escravos
Construída pelos escravizados · Sem pedra-sabão · História de resistência
~R$ 10/adulto
Uma das histórias mais tocantes de Ouro Preto — construída pelos próprios escravizados durante os séculos XVIII e XIX, que trabalhavam apenas nos domingos e feriados ao longo de décadas. A fachada arredondada (diferente das demais igrejas) reflete a estética trazida da África. Sem o dourado excessivo das outras igrejas — aqui a riqueza está na história. Uma parada obrigatória para entender que Ouro Preto também é a história de quem construiu a riqueza sem desfrutá-la.

Museus

Museu da Inconfidência Mausoléu de Tiradentes · História do Brasil
Ter–Dom 12h–17h30 · Praça Tiradentes · Documentos originais · Mausoléu dos Inconfidentes
~R$ 15/adulto
O museu mais importante de Ouro Preto — instalado no antigo Palácio Municipal (1784), narra a Inconfidência Mineira (1789), o primeiro movimento de independência do Brasil. Documentos originais, armas, mobiliário colonial e o impressionante mausoléu onde repousam os restos mortais dos Inconfidentes, incluindo Tiradentes. O movimento que planejava a independência de Portugal foi delatado — Tiradentes foi executado e esquartejado enquanto os outros foram enviados para a África. A história mais dramática do Brasil colonial.
Museu do Oratório Coleção única no Brasil · Igreja do Carmo
Ter–Dom · Ao lado da Igreja do Carmo · 160 oratórios · Séculos XVII–XX
~R$ 15/adulto
Uma das coleções mais originais do Brasil — 160 oratórios (objetos de devoção doméstica) de diferentes épocas, materiais e estilos, desde os mais simples dos escravizados até os mais elaborados das famílias ricas. Revela como a fé se manifestava na intimidade das casas coloniais mineiras. Localizado ao lado da Igreja do Carmo — faça os dois juntos. Pequeno, curado e muito bem apresentado.

Arredores — bate-voltas imperdíveis

Mariana de Trem — Cidade vizinha histórica 12km · Trem histórico
Trem da Vale · 12km · 1ª cidade colonial de MG · Catedral com órgão alemão
Trem: ~R$ 80 ida e volta
O passeio mais charmoso a partir de Ouro Preto — o Trem da Vale faz o trajeto de 12km entre as duas cidades em vagões históricos com vista da paisagem de Minas Gerais. Em Mariana: a Catedral Basílica da Sé com o único órgão Arp Schnitger do continente americano (séculos. XVII, alemão, em perfeito funcionamento), a Casa da Ópera (uma das mais antigas do Brasil) e o charme colonial intacto de uma cidade quase sem turistas. Verifique calendário do trem antes — opera fins de semana e feriados.
Mina da Passagem — A maior mina de ouro visitável do mundo Entre OP e Mariana
6km de Ouro Preto · Bondinho histórico · 200m de profundidade · Lago subterrâneo
~R$ 70–90/adulto
A maior mina de ouro aberta à visitação no mundo — fica entre Ouro Preto e Mariana, a 6km do centro. O acesso é feito por um bondinho histórico que desce 200m até o interior da mina, onde existe um lago subterrâneo de água cristalina de cor turquesa impressionante. O tour guiado narra as condições de trabalho dos escravizados no século XVIII. A temperatura interna é de ~18°C o ano inteiro — leve casaco. Uma das experiências mais impactantes de Minas Gerais.
Congonhas — Os 12 Profetas de Aleijadinho 70km · Patrimônio UNESCO
70km de Ouro Preto · Basílica do Bom Jesus · Esculturas de pedra-sabão · UNESCO
Gratuito (área externa)
O maior legado de Aleijadinho — 12 esculturas de pedra-sabão dos Profetas (mais de 2m cada) dispostas no adro da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas. Consideradas a obra-prima do artista mineiro e do barroco americano. Cada profeta tem expressão, postura e detalhes únicos — esculpidos com as mãos deformadas amarradas. O interior da Basílica guarda os 66 passos da Paixão de Cristo. O museu ao lado explica a obra de Aleijadinho em detalhe.

Gastronomia mineira

🍽 Comida mineira raiz — feijão tropeiro, frango com quiabo e doces de leite

Ouro Preto tem uma cena gastronômica autêntica — universidade federal grande e muitos estudantes criam um ambiente de bares e restaurantes descontraídos. Os pratos típicos: feijão tropeiro (feijão com farinha, bacon, couve e linguiça), frango com quiabo, costelinha no fogão a lenha e os doces de leite com queijo meia-cura. Preços médios: R$40–70/pessoa nos restaurantes tradicionais, R$100+ nos mais elaborados.

Escadabaixo / Café Geraes Dois andares, dois restaurantes · Referência
★★★★★ Rua São José · Culinária mineira · Ambiente colonial · Sempre cheio
~R$ 60–100/pessoa
O endereço gastronômico mais recomendado de Ouro Preto — dois restaurantes no mesmo prédio colonial na Rua São José: o Café Geraes no andar de cima (mais leve, petiscos e café) e o Escadabaixo na parte de baixo (culinária mineira mais elaborada). O frango com quiabo, o feijão tropeiro e a galinhada mineira são os destaques. Reserve mesa para o jantar — fica cheio nos fins de semana.
Tenente Pimenta Rock Bar — A vida noturna estudantil Universitária · Cerveja artesanal · Hambúrguer
Perto da Feirinha de Pedra-Sabão · Ambiente descolado · Noite
~R$ 30–60/pessoa
Ouro Preto tem uma das mais animadas vidas noturnas universitárias de Minas — a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) traz milhares de estudantes que transformam a cidade à noite. O Tenente Pimenta é o bar mais recomendado pelos universitários: ambiente rock, cerveja artesanal e hambúrgueres. A Rua São José e arredores da Praça Tiradentes concentram os bares — o movimento começa depois das 20h e vai até tarde.
💡 Roteiro completo + como chegar de BH

Como chegar: de BH são 100km pela BR-356 (~1h30 de carro). Ônibus da Transcotta sai da Rodoviária de BH direto para Ouro Preto (~2h, R$40–50, várias saídas por dia). Sem carro, Ouro Preto funciona bem — o centro é todo a pé e os bate-voltas (Mariana, Mina da Passagem) têm transporte disponível. Roteiro 2 dias: Dia 1 — Praça Tiradentes + Museu da Inconfidência + São Francisco de Assis + Pilar + Mina do Chico Rei. Dia 2 — Mariana de trem (manhã) + Mina da Passagem (tarde) + bares à noite. Roteiro 3 dias: adicione Congonhas e as igrejas menores. Sapatos: use tênis — as ladeiras de pedra são implacáveis com pés mal calçados.

❓ Perguntas frequentes
Ouro Preto é Patrimônio da Humanidade?
Sim — Ouro Preto foi o primeiro sítio brasileiro declarado Patrimônio Mundial da UNESCO (1980). A cidade preserva o maior conjunto de arquitetura barroca do Brasil: 14 igrejas históricas, pontes coloniais, calçamento de pedra-quartzito e casarões do século XVIII.
Quanto custa visitar as igrejas de Ouro Preto?
Cada igreja cobra entrada separada (~R$ 15–30). A Igreja de São Francisco de Assis (obra-prima do Aleijadinho) é a mais visitada. O Museu do Oratório, a Casa dos Contos e o Museu da Inconfidência também cobram ingresso (~R$ 20–30). Muitas igrejas são gratuitas nos fins de semana pela manhã.
Como chegar em Ouro Preto de Belo Horizonte?
BH → Ouro Preto: 98km pela BR-356 + MG-030. De carro: ~1h30. Ônibus Util/Penha (~R$ 30–50, 2h) saem frequentemente da rodoviária de BH. Ouro Preto tem topografia de morros — calçamentos irregulares exigem calçado confortável.
Quando visitar Ouro Preto para evitar multidões?
Evite julho (férias) e carnaval (muito concorrido). Semana Santa é especialmente bonita — procissões históricas iluminam a cidade. De março a junho e agosto a outubro tem menos turistas e clima agradável. Chegue no domingo cedo para as igrejas.

Onde ficar em Ouro Preto?

O centro histórico é o melhor lugar — pousadas em casarões coloniais com vista das igrejas. O Pousada do Mondego e o Solar das Lajes são os mais elogiados. Para Semana Santa e o Festival de Inverno (julho), reserve com 6+ meses de antecedência.

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